Domingo, Janeiro 07, 2007

Curiosidades do arquivo de um jornalista

Passei boa parte desta noite futricando os textos que escrevi ao longo de 2006. Re-descobri muitos poemas. Não é o que quero compartilhar aqui.

O que vai abaixo é uma curta reflexão sobre a semelhança entre o São Paulo de 2005 e o Palmeiras de 2006 -- ambos sob a batuta de Emerson Leão. Fiz um paralelo com Quase Dois Irmãos, de Lúcia Murat. Daí decorre a brincadeira do título.

Mantenho a comparação. Mais: vou além. Diria que o São Paulo é o Miguel do filme: segue vivendo e alcança algumas metas. O Palmeiras foi o Jorginho, morreu na praia.


Quase Dois Irmãos

Ano: 2005. São Paulo Futebol Clube, Campeão Paulista. Ano: 2006. Sociedade Esportiva Palmeiras, líder isolada do Paulistão, 100% de aproveitamento. Muitos dirão que é cedo para apostar suas fichas, e alguns palitinhos no bar, na conquista do título estadual pelo Verdão. Mas é impossível fugir dos paralelos entre a equipe do Palestra e a do Morumbi.

O técnico era o mesmo, Leão. As circunstâncias de chegada, também. Leão classificou o São Paulo para a Libertadores de 2005, assim como o fez no Palmeiras, para a competição deste ano. O padrão de jogo também era o mesmo. Uma zaga sólida, liderada por Diego Lugano, um meio campo seguro com dois volantes esforçados e ataque eficiente. No Palmeiras a escrita se mantém. O Leonino também comanda um time com boa zaga – Daniel regular pelo alto e Gamarra compensando a idade com genialidade –, marcação firme e criatividade no meio campo. No ataque, Animal. Isso já explica muito.

Em 2006, o Palmeiras contratou pouco e seguiu a política do “bom e barato”, além de manter a base do ano passado. Sob muitos holofotes chegaram Edmundo e Paulo Baier, acompanhados de Ricardinho e Enílton. Os reforços se juntaram aos destaques do ano passado: Gamarra, Marcinho Guerreiro, Marcinho, Juninho Paulista.

O tricolor de 2005 trouxe para aquela temporada Luizão, Mineiro (autor do gol no Mundial), Josué e Falcão. Os reforços se juntaram à Danilo, Cicinho, Júnior, Fabão e Grafite (destaque até se contundir), que vieram em meados de 2004 – desmontando o redondinho Goiás.

Estilos de jogo se assemelham. Mineiro e Josué ficavam mais presos, protegendo a defesa das sucessivas subidas ao ataque de Júnior e principalmente Cicinho. Hoje, Marcinho Guerreiro é o grande cão de guarda verde que permite a Paulo Baier a folga de desenvolver o mesmo futebol que o “revelou” no Goiás, anotando muitos gols. O cérebro criativo – à época Danilo – que também exercia extrema importância tática – fica por conta de Marcinho, que tem estilo de jogo diferente, mas é vital para a equipe, assim como o meia Tricolor.

As diferenças estão no esquema tático e no ataque. Em 2005, Leão adotou o 3-5-2, pois dispunha de bons zagueiros e faltavam jogadores criativos no meio campo. Este ano, a situação se inverte e o técnico tem quatro armadores brigando por duas posições: Juninho Paulista (ainda contundido), Ricardinho, Marcinho e Cristian.

Além disso, o ataque Tricolor era o grande responsável pelos gols do time. Grafite caía pela esquerda, direita e se destacava pelas arrancadas até a linha de fundo. O encrenqueiro Diego Tardelli (hoje no Betis) foi o vice-artilheiro do Paulistão-05 com 12 gols em 19 partidas. Luizão dividiu a artilharia do São Paulo na Libertadores com Rogério Ceni, ambos com cinco gols. O ataque do Verdão ainda não traz tanta tranqüilidade. Edmundo está em adaptação ao seu “novo” clube e seu companheiro na frente é uma incógnita. Mesmo fazendo gols, Washington ainda não se firmou. O mesmo diz-se para Enílton, vindo do Juventude, e Gioino, que fez anotou importantes tentos na temporada passada.

A quem considera precoce supor que o Palmeiras leva o caneco este no resta um argumento. No Paulistão do ano passado, o Verdão também começou arrasador. Logo na estréia, meteu um 5 a 3 na Inter de Limeira (rebaixada ao fim do campeonato). Manteve aproveitamento máximo até a quarta rodada, quando sucumbiu diante do São Caetano e iniciou uma série de seis jogos sem vitórias. Ultrapassado pelo São Paulo ao longo da competição, terminou na 9ª posição, vinte pontos atrás do campeão.

Corta! “Quase Dois Irmãos”, o filme. Na produção de Lúcia Murat, os protagonistas, dependendo do olhar, “subiram na vida”. Jorginho tornou-se chefe do morro, obtendo prestígio mesmo que por meios ilícitos ao passo que Miguel conseguiu um mandato de deputado federal eminente, mas esteve passivo de críticas como todo político.

Juliana, filha de Miguel, contrariou o pai e se envolveu com um rapaz no morro de Jorginho. Leão, mesmo sob os gritos da torcida são-paulina de "Fica Leão!", trocou o Morumbi pelo Parque Antárctica, após uma breve passagem pelo futebol japonês. Veremos se as semelhanças se converterão em títulos e bom futebol, assim como ocorreu na temporada passada.

Colaboração de Dante Baptista

Sexta-feira, Janeiro 05, 2007

Sudeste dá tchauzinho para Norte e Nordeste

O Diário Oficial publicou as leis complementares que recriam a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

A Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA) e Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene) serão extintas.

Ainda é preciso aguardar a regulamentação.

As três idéias sintetizam, genericamente, a cobertura dispensada pela imprensa sulista para o retorno das superintendências. Ponto.

Li e fiquei com um vazio, necessidade de ir além. Afinal, as duas existiam desde meados do século passado (Sudam instituída formalmente em 1966 e Sudene, 1959) e foram extintas em 2001 após denúncias de desvio de verbas. O prejuízo atintiu R$ 2 bilhões.

E, por que recriá-las? Sob qual bandeira? Como garantir que os quase R$ 9 milhões destinados inicialmente não deslizem pra bolsos particulares? Por que Lula vetou trechos? Qual são as semelhanças e diferenças entre as "novas" Sudam e Sudene em relação às tias-velhas?

Faltou engrossar o caldo dos textos. Faltou fazer reportagem. Passei o olho pela maioria dos jornais. Apenas notas (textos bem curtos) na maioria dos sulistas. De São Paulo para baixo, apenas O Estado de S. Paulo (para assinantes) e a Gazeta do Povo (PR) dedicaram algumas linhas ao assunto. Outro grande, o Correio Braziliense (para assinantes), dispensou não mais que 600 toques.

A coisa melhora quando subimos o mapa. O Liberal publicou três textos -- o jornal pertence às Organizações Rômulo Maiorana, cujo administrador agrediu o jornalista paraense Lúcio Flávio Pinto, em janeiro de 2005, em represália a um artigo. A primeira matéria sobre a Sudam e Sudene está truncada, a seguinte diz com quanto as instâncias vão contar, enquanto o terceiro texto mostra a recepção da medida no empresariado.

O Correio da Paraíba deixa claro que elas foram re-criadas, ao contrário da maioria dos jornais. Já o texto de A Crítica, diário amazonense, flerta com a parte burocrática (fundamental), explicando quais são os fundos que irrigarão o caixa das superintendências.

De resto, mais do mesmo.

O tema merece um passeio no Google. Há coisas interessantes, desde como a construtora Odebrecht utilizou a Sudene como abre-portas; a perspectiva histórica, dos anos JK; ou um olhar profundo de Celso Furtado sobre a questão.

Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

"Melhor do mundo"

Este é o questionamento que o colega futéfilo Dante Baptista faz no texto escrito sobre a premiação da Fifa. Está lá no Vila do Esporte, blog recém criado. Mantido também pelo não menos genial -- e prático na escrita -- Fabio Sanches.

Clique aqui para ler.

Enjoy it!

Terça-feira, Dezembro 19, 2006

Cannavaro leva. Porque Rogério está no Brasil.

O italiano levou. Boa temporada na Juve. Ótima Copa do Mundo. A vitória de Fabio Cannavaro me deixa feliz em um quesito: defensores também são reconhecidos.

Inúmeras vezes, Roberto Carlos -- que já foi genial -- ficou chupando dedos. O melhor lateral da Europa, disparado. Mas nunca ganhou o reconhecimento de o mais completo jogador. A defesa quase rancou uma lasca do prêmio em 2002 com Khan (goleiro, Alemanha, Bayer Münichen) e 1995, com Paolo Maldini (zagueiro-lateral, Itália, Milan). Desconsidero, aqui, meio-campistas.

Ronaldinho Gaúcho fez chover alegria na horta catalã. Na canarinha, porém, só canivetes. E não levou. Merecido terceiro lugar.

Meu vernáculo não encontra nenhuma palavra mais rebuscada que "medonha" para descrever a temporada de Zidane pelo Real. Em 2006, Zizu esteve lento, velho, cansado. Um camisa 10 em decadência. Na Copa, o papo foi outro. Recuperou a majestade.

Pensando nos três concorrentes ao prêmio de melhor jogador do Mundo deste ano, não posso esquecer de um questionamento feito pelo amigo Dante Baptista -- assumidamente sofredor de futefilia. "Os três eram os melhores mesmos?".

Ele tem razão. Fabio foi regular. Gaúcho vascilou no Mundial. Zinedine avacalhou pelo Real.

Ah, se o centro político-econômico do futebol não fosse o Velho Mundo. Rogério Ceni levaria fácil.

A Terra é vermelha?

Ri muito com a capa do Correio do Povo -- jornal do Rio Grande sulista --, venerando a conquista do Inter. Primeira página com o título "A Terra é vermelha", foto dos campeões com a taça, um "abre" detalhando o jogo (uma descrição cheia de firulas), além de um rodapé parabenizando o Inter.

Ri, mas fiquei encafifado. "Esse jornal é descaradamente Inter?". O Marcelo, companheiro dos pampas e ex-jornalista do Correio, me alertou: "Lá, até o diagramador é vermelho".

Tá entendido, então.

Já que é assim, então assim continua sendo. "A Terra é vermelha".

Sexta-feira, Junho 16, 2006

Adeus Costa do Marfim

Estou realmente triste com a eliminação dos Elefantes. Foi a seleção africana que apresentou o melhor futebol até então.

Injusto, muito injusto. Um time que tem Boka', Koneb', Drogba, Dindane, Thouré e Eboué não merecia sair da Copa tão cedo.

Pena para os torcedores, que serão "obrigados" a aguentar mais um pouco de futebol eficiente e menos de futebol com qualidade. Dá-le Inglaterra, Alemanha, Suécia e grossos afins.

Se o Paraguai jogasse até o fim da partida

Em 1998, a seleção paraguaia tinha na defesa sua principal arma. Ayala e Gamarra formavam talvez a melhor zaga do mundial, além do melhor cruzador do futebol brasileiro, Arce. Após uma razoável campanha na primeira fase, avançando às oitavas como segundo colocado, pegou a dona da casa. Não tremeu diante os franceses. Jogaram melhor. Defenderam-se melhor.

Guerreiros. Lutaram. Em momento algum se assustaram diante dos donos da casa. Mas, na morte súbita (golden goal), o zagueiro Blanc marou o gol da vitória dos franceses. Gamarra estava fora de campo naquele instante. O 1 a 0 mais triste da história paraguaia.

Em 2002, a história se repetiu. Jogou um futebol "feijão com arroz" na primeira fase e garantiu a classificação após vencer a Eslovênia por 3 a 1. Nas oitavas, a Alemanha. O time se agigantou. Mesmo com o estabanado arqueiro Chilavert, o time atacou mais. Armou mais. Defendeu melhor. Chutou melhor.

Aos 43 minutos, o pesadelo. Neuville marcou após cruzamento de Schneider. Os paraguaios desabaram.

Este ano, o fim chegou para os paraguaios de maneira semelhante. O placar de Paraguai e Suécia estava 0 a 0. Mesmo com a decadência de Gamarra e com pouquíssima criatividade no meio, o time se segurou. Uma vez mais lutou. Uma vez mais brigou. Uma vez mais defendeu. Uma vez mais perdeu no fim.

Ljungberg marcou aos 44. Gamarra se posicionou mal dentro da área e o armador do Arsenal carimbou o passaporte dos paraguaios para sua terra.

Três copas: 1998, 2002 e 2006. Três jogos em que o time mostrou seu melhor futebol. Três derrotas nos últimos minutos.

Se o Paraguai jogasse até o fim da partida...

Coisas de futebol...

A Argentina fez o que não fomos capazes. Imprimiu uma goleada história sobre a confusa Sérvia e Montegro (ou só Sérvia? ou só Montenegro?). "Só" 6 a 0.

Show de Tevez e Messi. Eficiência de Crespo, Saviola e Maxi Rodriguez - este marcou dois. A surpresa: Cambiasso entrou após a contusão do bom Lucho González. E fez um golaço. Até o Cambiasso fez gol...

O pessoal dos balcãs ficou perdidinho com a mudança geopolítica - os montenegrinos decidiram pela separação da Sérvia em um plebicito. Mesmo não tendo a pior seleção - e nem a Argentina a melhor - levaram a maior goleada desta copa até agora.

Coisas de futebol!

PS: O ataque argentino de 2010 vai ser Messi e Tevez. O garotão de 18 anos vai ser o melhor do mundo em 2009. Difícil vai ser achar um substituto pra Sorín.

Quarta-feira, Junho 14, 2006

Fim do lance a lance no "Nadando"

Tenho de sair de frente da TV. Acabou o "lance a lance" do Nadando Contra a Corrente. Corram para o UOL.

Língua mordida

Lahm botou a bola na cabeça de Klose, que perdeu mais uma. O lateral deles é bom mesmo. Vai fazer concorrência para Kone'b, camisa 3 da Costa do Marfim.

E os alemães viram muito bem o jogo. A bola roda de pé em pé.

Mudança no estilo de jogo germânico

Ao contrário do primeiro jogo - no qual o lateral esquerdo Lahm foi um dos melhores em campo, com direito a pedaladas e tudo - o time trabalha a bola pelo lado esquerdo agora com Ballack e Schweinteiger. O camisa 19, Schneider, continua comandando a saída de bola alemã. É o Emerson com chucrute.

Já já sai o primeiro. Fácil. Eu acho que eles vão de três a zero.

Em resposta ao post anterior

Parece que os alemães poloneses não terão dó da fraca Polônia. Klose acabou de quase marcar o primeiro do jogo. O camisa 11 mostra bom posicionamento, além do talento nato de fazer gols feios.

Polônia X Polônia

O torcedor que sintonizar a TV agora às 16h pode ver o duelo entre Polônia e Polônia. A dupla de ataque alemã é formada por Klose, que meteu dois na estréia contra o time do (wan)Chope, e Podolski. Os dois são poloneses.

Será que vai pintar um remórcio de marcar contra a "própria" pátria?....

....e a Polônia não quer nem saber. Já deu duas entradas fortes pra cima do Schweinteiger e Mertesacker.

Alemanha no ataque nos cinco primeiros minutos. Forçando jogadas pela direita.

É Balack nelesssssssssssssssssssssssss

Pensata

Estava pensando cá com meus botões: coitado dos colegas jornalistas que têm de cobrir um joguinho como Tunísia e Arábia Saudita.

No lance a lance da UOL, por exemplo, até os 21 minutos não foi postado NENHUM texto que indicasse lance de perigo para uma das equipes. Apenas "fulano levou amarelo", "beltrano trombou com cicrano".

O jogo está tão chato que após colocare as substituições das equipes (na Arábia Saudita, saiu Al-Temyat e entrou Mouath; nos tunisianos, Chedli foi para o chuveiro e Ghodhbane veio pro jogo), quem está cobrindo o jogo postou um comentário sofrível: "As duas equipes fazem modificações". Nada mais pleonástico, pois as alterações tinham sido enviadas a menos de um minuto.

O primeiro post que indicou lance de perigo foi: "25 min - Namouchi chuta de longe, mas bola desvia e sai pela linha de fundo".

E que lance de perigo...

E a Espanha hein...

Tudo bem, a Ucrânia não apresenta nenhum futebol encantador. E a Espanha sempre chega às copas com o know how de melhor campeonato, mas uma das piores seleções nacionais.

Os 4 a 0 da Fúria pra cima dos ucrânianos surpreendeu não só pelo placar elástico, mas também o futebol apresentado. O quarto gol, por exemplo, surgiu de uma bela triangulâção à brasileira, resultando no arremate certeiro do camisa 9 Fernando Torrres.

A Ucrânia fez pouco. E vai continuar fazendo. O artilheiro do Calcio, Andriy Shevchenko, lutou contra Deus e o mundo, mas não resolveu. A única semelhança entre a Ucrânia de Shev e a Romênia de Hagi é a cor da camisa, amarela. Hagi terminou a copa de 1994, nos EUA, com seis gols, como artilheiro. À época, o camisa 10 contava com companheiros de nível médio, entre eles Popescu. Sua equipe terminou em terceiro. Já Shevchenko...

Mas a maior surpresa de todas foi o volante Marcos Senna - ex-brasileiro, ex-São Caetano e ex-mau jogador - que marcou, correu, driblou, deixando até seu golzinho na caixa, anulado pelo árbitro. E num meio campo que ainda tem Xavi, Xavi Alonso e Luís Garcia, com Albelda na reserva.

E já especulo: após o término do mundial, Fernando Torres, hoje no Atlético de Madrid, permanece na cidade madrilenha mas muda de flâmula (sim, vai pro Real). Ou, senão, tentará roubar o posto de artilheiro do camaronês Et'o, que já deve estar de saco cheio com a torcida espanhola racista. Se jogar pelos catalães, Torres tem de rezar para ser adotado por Ronaldinho Gaúcho, assim como o moleque Messi. Aí vira até melhor da Europa.

Só pra constar:

O texto acima foi reescrito, pois o servidor do Blogger saiu do ar logo após eu terminar de escrever um comentário logo após ao fim de Espanha 4 X 0 Ucrânia. Peço desculpas prévias à possível falta de criatividade.

Culpa do Blogger!

Segunda-feira, Junho 12, 2006

Austrália ganhou: e agora José?

À época que era obrigado constantemente a fazer operações matemáticas, aprendi que a metade de seis é três.

Se não desaprendi o pouco aprendido no colégio, o resultado de Austrália e Japão foi surpreendente! Em seis minutos, os cangurus meteram três na caixa dos nipônicos. Média de um gol a cada dois minutos.

Ou seja, a Austrália fez o que Portugal não conseguiu: mesmo com um futebol bem fraquinho - que mais parece rugby - foi eficiente e contra uma equipe superior, diferente dos lusitanos.

A decepção, desta vez, ficou por conta do futebol apresentado pelo Japão. Quem deve estar de cabelo em pé agora é Zico, que esta noite não vai nem conseguir dormir pensando que, no dia 22 de junho, joga suas últimas fichas por uma vaga na segunda fase contra o Brasil. E aí...o bixo pega!

Mas, vem cá: foi impagável a carinha do Zico quando a sua defesa - que mais parecia um queijo suíço - levou gol atrás de gol. Parecia um bebê chorão que teve o brinquedo roubado.

Não sei não. Fiquei pasmado com o 3 a 1 para os australianos. Será que eles vão complicar a nossa vida?